Por que o metaverso tem atraído tanto a atenção do mercado criptoativo?

O que antes era tema de ficção científica, agora está se tornando realidade. Pelo menos deve se consolidar até o fim da década, como prometem os gigantes da tecnologia: estamos falando do metaverso.

Esse conceito é baseado em um ambiente altamente conectado e compartilhado, que tem foco nas experiências humanas e pretende modificar a forma como as pessoas se relacionam com o mundo online.

De acordo com as projeções da Bloomberg Intelligence Unit, essa terminologia futurista deve movimentar US$800 bilhões até 2024.

Não à toa, pois algumas das maiores empresas do mundo, como a Microsoft e a Meta, antigo Facebook, estão investindo bilhões de dólares na construção deste universo digital que já está entre nós – ainda que em estágio inicial.

Atualmente, já existem mundos virtuais desenvolvidos por companhias como a Decentraland e a The Sandbox, que permitem às pessoas ali participarem ativamente de um ciclo econômico baseado em criptoativos. 

Mas como o metaverso conversa com o mercado de criptomoedas? Fique com a gente até o fim, pois, neste artigo, vamos explicar tudo em detalhes!

O que é o metaverso e quão próximos estamos dele?

Em resumo, o metaverso é um ponto de convergência entre a internet, a realidade aumentada e a realidade física melhorada virtualmente.

A ideia central é levar as atividades do cotidiano para dentro de um ambiente digital compartilhado, onde as pessoas poderão trabalhar, fazer compras, estudar, assistir a shows e se divertir.

Todas essas atividades seriam feitas por meio de avatares, que são como “bonequinhos” virtuais personalizáveis e que iriam representar nossa versão física dentro desse mundo.

Imagine, então, que a sua versão virtual poderia interagir com outros avatares e até mesmo com os produtos que você deseja comprar online. 

Os óculos de realidade virtual, capacetes e fones conectados são os possíveis aparatos apontados como responsáveis pela imersão nesse ambiente.

Está parecendo um conceito vindo de obras futuristas, não é? E saiba que é mesmo!

O termo foi cunhado pela primeira vez no livro de ficção científica chamado “Snow Crash”, escrito pelo autor americano Neal Stephenson, em 1992. Na obra, os humanos interagiam por meio de avatares em um ambiente virtual, paralelo à realidade física.

Para além da ficção especulativa, é exatamente neste conceito que grandes empresários e os gigantes da tecnologia estão apostando para o futuro.

Mas não pense que essa terminologia seria a extensão do mundo online em que vivemos hoje, pois ela é descrita como o novo capítulo da internet.

A forma como interagimos atualmente com o ambiente digital, portanto, pode ser considerada uma etapa primitiva deste avanço tecnológico. 

Enquanto muito se fala sobre esse futuro altamente conectado, um longo caminho de aprimoramentos da tecnologia ainda será necessário para comportar bilhões de pessoas em um universo virtual como esse.

É certo que não há como prever esse conceito idealizado pelos futuristas, mas algumas características essenciais já estão estabelecidas:

  • interconexão entre o mundo real e o virtual;
  • um ambiente centrado em uma economia em pleno funcionamento;
  • disponibilidade para que as pessoas naveguem pelos ambientes por meio de avatares. 

Metaverso e criptomoedas: o que eles têm a ver?

O que é prometido como sucessor da internet já está sendo construído a partir de blockchains e aplicativos descentralizados.

As criptomoedas e os tokens são as únicas moedas correntes utilizadas no metaverso, e são consideradas como a solução para atender os serviços financeiros e trocas rápidas dentro desses ambientes digitais.

Os tokens não fungíveis (NFTs) também desempenham um papel muito importante, pois dão às pessoas a posse oficial de personagens e itens exclusivos.

Isso significa que o setor de criptomoedas e a tecnologia blockchain deverão avançar paralelamente ao metaverso, para atender às demandas e armazenar os dados de bilhões de pessoas nessas plataformas.

Diversos especialistas apontam que apenas as criptomoedas e os tokens poderiam garantir a segurança e imutabilidade dos avatares, acessórios e demais itens dentro deste universo.

Vitalik Buterin, co-criador da Ethereum (ETH), pontuou em matéria do Bitcoin Exchange Guide que plataformas de contratos inteligentes como a que ele crioucomo o ETH podem inclusive ser a base desse multiverso.

Como é o metaverso hoje?

Os videogames estão dando há algum tempo o vislumbre do que o metaverso pode ser. Jogos populares como Minecraft, Pokémon Go e Fortnite são alguns títulos que oferecem experiências de universos digitais.

Empresas de tecnologia e de videogames estão movimentando bilhões de dólares em compras digitais e solidificando as bases para o que esse projeto poderá ser no futuro.

Em abril de 2021, a Epic Games, desenvolvedora do fenômeno mundial Fortnite, anunciou em seu site oficial que está levantando US$1 bilhão em investimentos para sustentar o que eles chamam de “visão de longo prazo para o metaverso”.

Neste contexto, a constante inovação da indústria de jogos está se estendendo para um novo gênero que vem aquecendo o criptomercado: os jogos play-to-earn.

Essa nova modalidade oferece ambientes virtuais baseados em blockchains, nos quais os jogadores podem monetizar suas atividades in-game por meio de criptos nativos.

Dessa forma, as negociações e aquisições são feitas por meio de tokens e criptomoedas, mantendo a vitalidade de um ciclo econômico que está chamando a atenção de quem deseja trabalhar seu dinheiro de forma descentralizada.

Quais são as criptomoedas do metaverso? 

Os criptoativos estão ganhando espaço até mesmo entre quem não faz parte da comunidade cripto, e as principais responsáveis são as moedas digitais utilizadas em jogos eletrônicos que são influenciados pelo metaverso.

Segundo o levantamento mensal da QR Asset Management, o setor das criptomoedas e tokens nativos dos jogos baseados em blockchain teve um aumento exponencial no mês de novembro.

O ativo do jogo Decentraland, MANA, subiu 60,34% na sequência de um salto de 300% em outubro.

O The Sandbox teve alta de 330,49%, batendo recordes de venda de NFTs de terrenos virtuais, atingindo um total de US$154 milhões em 14.900 transações.

Ainda de acordo com a QR Asset Management, a explicação para o alto desempenho das criptomoedas nesse contexto está relacionada à mudança do nome corporativo do Facebook.

O anúncio, feito no final de outubro de 2021 pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg, foi acompanhado da divulgação de US$10 bilhões de investimento em seu projeto multiverso.

Especialistas enxergam a ligação da comunidade de criptomoedas com os jogos eletrônicos de forma positiva. 

A expectativa é que alguns projetos prosperem no futuro, já que a indústria de videogames é gigante e tem pessoas fiéis pelo mundo todo. 

Quem corrobora essa informação é a pesquisa de mercado DFC Intelligence: os videogames são parte da vida de 3,1 bilhões de pessoas ao redor do planeta, compondo 40% da população mundial.

Os dados da Macro Hive indicam que as criptomoedas relacionadas ao metaverso aumentaram 37.000%, ultrapassando os percentuais do Bitcoin.

Em sites de corretoras especializadas, você pode ficar de olho no desempenho desses ativos e também adquiri-los, sem precisar se envolver diretamente nas atividades dos jogos em questão.

Então, agora é hora de conhecer quais são as plataformas e suas criptomoedas ou tokens mais importantes do metaverso atualmente, certo? Confira a seguir.

Decentraland (MANA)

Esta é uma plataforma de realidade virtual construída no blockchain de Ethereum, que permite comprar terrenos e realizar eventos dentro do ambiente digital.

No dia 22 de novembro de 2021, foi registrada inclusive a maior venda de um lote de terreno virtual no simulador, adquirido por US$2,4 milhões.

MANA, token desse universo, é considerado como um dos mais importantes criptoativos do metaverso atualmente. 

The Sandbox (SAND)

Semelhante ao jogo Minecraft, este simulador possui um ecossistema autossustentável alimentado pela moeda SAND, que permite que a pessoa construa e comercialize suas criações originais.

A proposta é semelhante a do Decentraland: comprar terrenos virtuais, construir casas, empresas e alugá-las para outras pessoas que participam da plataforma ou até mesmo criar a extensão de uma loja real dentro do mundo virtual.

Illuvium (ILV)

Illuvium é considerado um dos games play-to-earn mais próximos do ambiente virtual idealizado para o futuro. 

Trata-se de um título que possui gráficos avançados e plataformas de DeFi (finanças descentralizadas) para negociação dentro do ambiente digital.

O token ILV é usado para recompensar os jogadores por conquistas e também para governança no Illuvium DAO.

Axie Infinity

Neste conceito futurista, quem também ganha destaque é o Axie Infinity, cujo ativo AXS e moeda nativa SLP têm apresentado valorização expressiva: atingindo 100.000% desde seu lançamento, como mostrou matéria publicada na Exame. 

Enjin Coin (ENJ)

O Enjin Coin foi criado pela empresa asiática Enjin, que fornece jogos eletrônicos em blockchain. 

Este título é focado em testes de jogos, e sua moeda foi inclusive escolhida pela Microsoft para dar início ao seu próprio projeto multiverso.Este artigo foi escrito pela Bitso, exchange internacional de criptomoedas na qual você pode comprar, guardar e vender os seus criptoativos.

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