Quais as perspectivas do Bitcoin e outras criptomoedas para o próximo semestre?

O Bitcoin fechou o primeiro semestre como um dos investimentos de melhor performance no país. O que acontecerá depois?

O Bitcoin, uma das mais famosas e principal criptomoeda do mercado, fechou o primeiro semestre como um dos investimentos de melhor performance no país, terminando com alta de 19%. Mesmo com oscilações no mercado, o bitcoin vem se mostrando forte. Desde o ano passado a entrada de grandes empresas e gestores no mercado cripto vem sustentando esse otimismo com a moeda.

Mas e para os próximos meses, quais são as expectativas? Sete especialistas revelam o que esperar do Bitcoin e de outras criptomoedas para o segundo semestre. 

Rafael Izidoro, CEO da Rispar

“Acredito que o próximo semestre será um marco histórico para o Bitcoin, causado pelo êxodo da mineração na China para outras jurisdições, como o próprio EUA. 

Isso deverá refletir nos preços, trazendo uma recuperação e até mesmo novos ATH, ao passo que o aumento de novos investidores fugindo da inflação causada por políticas monetárias, ingressam na criptoeconomia”.

Vinicius Frias, CEO do Alter

“A minha percepção para o bitcoin é positiva. Apesar da grande correção que tivemos desde o pico do meio de abril, ainda estamos sustentando os preços bem acima dos valores negociados durante o ano de 2020. A fase é de acumulação.

Para outras criptomoedas, sempre recomendo cautela pois são ainda mais voláteis e especulativas”.

Ricardo Dantas, CO-CEO da Foxbit

“Tivemos um momento de correção do bitcoin, que já era esperado pelo mercado, pois o ativo subiu muito nos últimos meses. Mas entendemos que o conceito e adoção da criptomoeda continua a mesma e no longo prazo tem se mostrado cada vez  melhor. Ainda vai ter uma subida expressiva nos próximos períodos”.

Rodrigo Lima, Analista de Investimentos e Editor de Conteúdo da Skate

A partir do olhar das empresas que trabalham com criptomoedas e estão listadas na Bolsa de Valores americana, Rodrigo Lima, Analista de Investimentos e Editor de Conteúdo da Stake, plataforma que conecta pessoas de todo mundo ao mercado de ações americano, afirma que “depois de um início de ano espetacular, o mercado de criptomoedas sofreu uma grande queda após a China fechar uma série de mineradoras de cripto no país, motivada pelo temor de que falte energia elétrica para impulsionar sua economia na retomada pós-pandemia.

No entanto, a médio prazo isso pode ser positivo, pois reduz a concentração geográfica da mineração, uma das atividades mais importantes no setor. Também houve ganhos no cenário institucional, com a bolsa de Chicago (CME) listando novos produtos voltados para o setor, como os contratos futuros de Ethereum, além da listagem de diversas companhias em bolsas americanas, como a corretora Coinbase, a mineradora Riot Blockchain e o estúdio de desenvolvimento blockchain Circle, que deve se tornar público em breve via um SPAC.

Por se tratar de um setor muito novo e, portanto, difícil de ser analisado, é possível que se expor a companhias 100% reguladas e listadas em bolsas de valores seja mais seguro para o investidor que deseja se beneficiar com o crescimento deste mercado”, avalia o especialista. 

Lucas Xisto Ferreira, Head of Asset Management da Transfero

“Com a recente queda acentuada do Hash Rate, taxa que expressa a capacidade de processamento da blockchain do Bitcoin, causada por pressões locais e centrais do governo da China, surgem oportunidades para mineração do Bitcoin – considerando que a remuneração aos mineradores é maior quando o Hash Rate está relativamente baixo.

Como perspectiva para esse semestre, a China poderá consolidar a atual tendência de restrição à mineração, ou então relaxar tais medidas. Caso as restrições sejam mantidas, os mineradores chineses deverão buscar jurisdições alternativas que acomodem suas atividades e ao mesmo tempo tenham custos energéticos tão atraentes quanto o chinês. De forma contrária, a reversão das medidas anti-mineração significaria um novo aumento da Hash Rate.

Sobre os demais Criptoativos, o ambiente de finanças descentralizadas (DeFi) continuará sendo um tema de grande destaque, com a crescente busca por protocolos que abarquem os pilares da rapidez, segurança, liquidez e baixo custo de transação.

A rede de blockchain Ethereum concentra grande parte dos projetos DeFi com maior adoção no momento, no entanto, a adoção pelo público geral destes projetos é posta em xeque devido aos altos custos de transação na rede do Ethereum.

O cenário pressiona a possível atualização da rede para a Ethereum 2.0, além de adoção de novas blockchains e o incentivo de protocolos que adotem a interoperabilidade entre blockchains – ou seja, a transferência de dados entre redes distintas de blockchain.”

Bernardo Schucman, vice-presidente sênior de operações de Data Center na CleanSpark

“O segundo semestre de 2021 indica que teremos uma grande valorização do Bitcoin devido a migração da rede computacional que suporta o ativo da China para os Estados Unidos.

O Êxodo dos mineradores chineses e a consequente descentralização do blockchain do Bitcoin foi visto com muito bons olhos pelos investidores e mercado institucional americano.

A tendência é que após a consolidação dessas mineradoras em solo americano haverá uma forte demanda para a aquisição do Bitcoin que estará em sua maioria controlado por empresas Americanas que já indicaram políticas fortes de ESG ,por volta de 70% da rede vai adotar o consumo de energia renovável segundo pesquisas recentes de mercado.

O fortalecimento do Bitcoin vai impulsionar o preço de outros ativos como o Ether tendem a subir. A expectativa do mercado de mineração de criptomoedas é que no final de 2022, 50% dos bitcoins sejam minerados em solo americano.”

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